Lendas de terror

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

do blog: LENDAS URBANAS, HISTÓRIAS DE TERROR, FILMES DE TERROR, CONTOS DE TERROR, FOTOS DE TERROR


O Nevoeiro


Filme O Nevoeiro

Título: O Nevoeiro
Título Original: The Mist
Gênero: Terror, Horror, Suspense e Monstros
Direção: Frank Darabont
Produção: Frank Darabont, Martin Shafer e Liz Glotzer
Escrito Por: Stephen King
Elenco Principal: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Laurie Holden, Samuel Witwer, Toby Jones, Frances Sternhagen, Andre Braugher, William Sadler e Nathan Gamble
Duração: 126 Minutos
Website: N/A

Sinopse:
Depois de uma tempestade brutal passar pela cidade de Maine, os moradores correm para um mercado local para comprar suprimentos. Logo eles descobrem que uma névoa esta cobrindo a cidade e matando as pessoas presas nela. Os moradores presos no mercado tentarão que se unir para sobreviver à névoa mortal.

Comentário:
Nesse filme a reação do espectador não tem meio termo, ou você ama ou você odeia. Alguns amam tudo, mas odeiam o final, outros odeiam a história, mas amam o final. Você terá que tirar suas próprias conclusões. Eu gostei de tudo e amei o final.

Essa é a primeira vez que eu dou a dica de um filme de terror que tem como tema central monstros. Normalmente prefiro temas de fantasmas, seitas demoníacas, etc, ou seja, o lado sobrenatural de nossa própria existência. Mas abro essa exceção porque O Nevoeiro tem uma história realmente surpreendente e um final de deixar qualquer um de boca aberta. Acho que nenhum final me surpreendeu mais do que o desse filme, talvez seja por isso que eu tenha gostado tanto.

Outra coisa que fez gostar do filme é minha tendência a gostar de histórias onde um grupo de pessoas ficam isoladas ou confinadas em um local lutando por sua sobrevivência, pois a reação psicológica de algumas pessoas se faz muito interessante e nos mostra a que ponto o ser humano pode chegar para proteger a própria vida. O verdadeiro Terror talvez não sejam os monstros e sim as pessoas.

Em relação a parte técnica, o roteiro foi muito bem escrito, quase não tendo falhas ou controvérsias. O visual do filme foi incrível. A atuação foi decente, nada espetacular, mas suficientemente boa para manter o interesse. O destaque da atuação vai para Nathan Gamble, pois seu personagem foi muito cativante.

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Gritos Mortais


Prisioneiro





Tenho mofado em minha cela nessa penitenciaria imunda por vinte e dois anos. Hoje escrevo essa carta porque sinto que a vida em meu corpo esta desaparecendo e sinto necessidade não somente de confessar meus pecados, mas também de alertar a quem essa carta possa chegar sobre os perigos sobrenaturais que são terrivelmente ignorados por todos. Especialmente agora, nesse mundo de tecnologia tão avançada, as pessoas não têm mais tempo para enxergar o que está ao seu redor, ou até mesmo olhar as estrelas. Todos estão muito ocupados com as coisas que pouco lhes deveria importar.

Mas vamos aos fatos abomináveis de minha vida antes que eu perca sua atenção. O ano era o de 1982, eu era jovem, tinha somente 24 anos, trabalhador, honesto e suficientemente simpático para não me faltassem moças para cortejar. Era morador de uma cidadezinha miserável no sul do país, a qual o nome não revelarei.

Estava frio quando eu acordei de madrugada, estava sentindo uma sensação estranha, como se alguém estivesse me observando. Liguei a luz do abajur que ficava em cima do criado mudo ao lado de minha cama e olhei em volta. Tudo parecia normal, mas aquele sentimento estranho persistia. Tentei lembrar se estava tendo um pesadelo, mas tinha certeza que não. Apaguei a luz e voltei a dormir.

Nas noites que se seguiram o mesmo acontecia, eu acordava e a sensação de que havia alguém comigo ficava cada vez mais forte. Eu comentei com minha pobre mãe sobre o que estava acontecendo.

“Isso é sua imaginação.” Dizia ela.

Depois de algumas semanas eu já estava acostumado com aquilo e nem me incomodava mais, eu acordava no meio da noite e voltava a dormir sem me preocupar. Esse foi meu erro, ignorar o que não poderia ser ignorado.

Meus amigos e familiares começaram a reclamar do meu comportamento, diziam que eu andava nervoso, violento e sempre pronto para atirar palavras ásperas a eles. Eu sempre dava a desculpa de não estar dormindo bem, dizia que aquilo estava me matando e me tirando do sério, aliás, todos sabem como dormir mal pode afetar nosso comportamento.

Mas aquele sentimento bizarro começou a piorar. Então houve a primeira ocasião onde eu tive a certeza de que aquilo não era só impressão minha e que realmente alguém, ou algo, estava comigo durante as noites. Abri meus olhos, mas não podia me mover, tentei de todas as formas levantar ou gritar, mas meu corpo não obedecia aos meus comandos. Foi então que olhei com terror para um canto do quarto e vi o que parecia ser uma pessoa, não desse mundo tinha certeza, pois era somente uma sombra esfumaçada que ali se apresentava. A “coisa” como tenho chamado essa entidade desde então, começou a mover-se em minha direção. Aterrorizado tentei gritar, mas meu grito era abafado de maneira sobrenatural, como se milhares de mãos estivessem apertando meu pescoço.

Fechei meus olhos e repetia a mim mesmo “você esta tendo um pesadelo” até que senti que outra vez era o mestre do meu corpo e este me obedecia com eficácia apesar de sentir um pouco de dormência. Abri os olhos outra e meu quarto estava vazio. Dormi com a luz acesa o resto da noite. Na manhã seguinte fui ao encontro de minha família que estavam na mesa tomando seu desjejum. Contei tudo o que aconteceu. Meus dois irmãos mais novos riram, meu pai nem escutou e minha mãe continuou dizendo que eu estava tendo pesadelos que pareciam reais. Saí para ir ao trabalho furioso.

Aquilo virou uma rotina, todas as noites aquela criatura aparecia me imobilizava chegava perto de mim e desaparecia. Minha confissão vai te parecer muito bizarra e até mesmo anticristã, e hoje sei que essas são exatamente as palavras para descrever meus atos naquela época. Eu criei uma espécie de vinculo com essa coisa, não nos falávamos, mas eu acabei tomando gosto pela sensação desconfortante que aquilo me causava. O estado emocional em que me deixava após a paralisia não posso descrever, não era bom, mas de alguma forma eu gostava e talvez essa minha fraqueza foi o que levou ao meu ato de perversidade final.

Eu me lembro bem, dia vinte e dois de março, eu me sentia cansado e depressivo. Os ataques sombrios estavam sugando minhas energias e de alguma forma eu perdia o controle do meu corpo. Nessa noite eu acordei exatamente às quatro e meia da manhã e ali estava o espectro outra vez. Notei que algo estava diferente, eu podia sentir seu cheiro e sua forma estava mais solida do que nunca. Mesmo não podendo imaginar com o que aquilo se parecia me horrorizei com aquela imagem demoníaca que se aproximava de mim. Outra vez tentei em vão me libertar das correntes invisíveis que me prendiam os movimentos, eu queria correr, sabia que algo de ruim estava para acontecer.

Foi então que o monstro deitou-se em cima de mim e começou a sussurrar algo em meus ouvidos. Ainda hoje não sei o que ele dizia, mas soava maligno e hipnotizante. Minha visão foi desaparecendo, sentia que meu espírito estava sendo sugado, até que eu perdi a consciência.

Escutei um grito masculino alto e forte, quando abri os olhos vi a bota de um policial se aproximar do meu rosto com violência. Fui jogado no chão e coberto por outros policiais que me seguravam enquanto outro me algemava. Olhei em volta, notei que estava na cozinha, os corpos dos meus pais e irmãos estavam no chão com os membros despegados do corpo e dilacerados. O sangue no meu corpo denunciava que eu era o autor daquele crime bárbaro, o sangue dos meus familiares em minha boca me acusava de um dos maiores crimes que alguém pode cometer contra outro ser humano, o canibalismo.

Desde então, fui atirado nessa cela nojenta e cheia de bichos. Convivendo com o mais baixo tipo de ser humano existente no mundo. Não me matei ainda por covardia, porém creio que não será mais necessário, pois tenho uma doença que avança a cada dia e meu fim está próximo.

Esse foi meu alerta para as pessoas que lerem essa carta. Estejam sempre vigilantes e não se deixem levar pela falta de cuidado. Hoje conheço outras histórias similares a minha e sei que essas entidades, demônio, diabo ou espírito maligno, seja qual for sua denominação correta, nos utiliza como veículos para matar sua sede insaciável de sangue.
Dica de Filme de Terror para o Halloween


A Noite de Todos os Medos_Halloween

Titulo: A Noite De Todos Os Medos


Titulo Original: Trick ‘r Treat
Gênero: Terror, Horror, Monstros, Suspense, Serial Killers e Gore.
Direção: Michael Dougherty
ProduçãoBryan Singer
Escrito Por: Michael Dougherty
Elenco Principal: Dylan Baker, Rochelle Aytes, Anna Paquin e Brian Cox
Duração: 82 Minutos
Website: http://trickrtreat-movie.warnerbros.com/

Sinopse:
É noite de Halloween e os habitantes de uma pequena cidade saem para festejar uma das datas favoritas das crianças. Mas o que deveria ser somente uma brincadeira se transforma em uma série de eventos perigosos e mortais. Quem estará vivo ao amanhecer, ainda não se sabe, pois nem tudo que se vê é o que se mostra ser. Quatro pequenas histórias, cada uma com seu tema de terror, se entrelaçam em certo ponto do filme que foi feito para agradar adultos e crianças.

Comentário:
Apesar de não ser muito assustador não consigo imaginar um filme melhor para se assistir na noite de Halloween. A Noite De Todos Os Medos conta quatro historias diferentes com diversos temas de terror fazendo com que cada pessoa se identifique, ou goste mais com uma delas e esta incluído Serial Killers, Vampiros e Lobisomens, Fantasmas e uma criança oculta.

Apesar de ser um filme que eu recomendo para crianças, os pais ou adultos devem ter descrição com os menores pois há algumas cenas “picantes”.

Divirtam-se e tenham um ótimo Halloween.
A Sinhá Desaparecida - Lendas Urbanas



Enviada por Nathalia Alvarenga. Ótima Lenda Urbana, parabéns a autora.

Há mais de 200 anos, havia uma fazenda de café na região de Barra Velha, no município de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. O dono desta fazenda era um velho coronel aposentado, de índole questionável, e casado com uma mulher bem mais jovem que ele.

Depois do almoço, o coronel tinha o hábito de tirar um cochilo, e nesta hora, a Sinhá se encaminhava para o meio do matagal que rodeava a fazenda para se banhar na cachoeira, que ficava a curta distância da propriedade de seu marido.

No século XVIII, as fazendas de café funcionavam baseadas no trabalho escravo e os negros, propriedades dos barões, eram marcados com argolas de ferro no nariz ou nos calcanhares. Isso para garantir que não fugiriam ou se passariam por alforriados, ainda raros nesta época.

E eis que um dos escravos da fazenda a qual nos referíamos, mais rebelde, encontrava-se justamente próximo à cachoeira quando a Sinhá se aproximou para o banho. Tirou a roupa e, completamente nua, pôs-se a se refrescar debaixo d’água.

Tomado de desejo e após um tempo observando aquela bela silhueta se banhando, o escravo não agüentou e se revelou perante a Sinhá. E sem dizer nada, avançou em sua direção e abusou dela, saciou-se de seu desejo à força, contra a vontade da Sinhá.

Quando ela colocava a roupa para ir embora, chorando e muito assustada, foi que o escravo se deu conta do que havia feito. E temendo um castigo mais duro do seu cruel senhor, pegou um pedaço de pau e bateu com toda a força na cabeça da Sinhá, pelas costas, perfurando o crânio dela.

O escravo empurrou o corpo da Sinhá para a água e fugiu mata adentro, com medo de ser descoberto pelo coronel e nunca mais foi visto. O corpo desapareceu na cachoeira e nenhum vestígio da Sinhá foi encontrado.

Hoje, dizem os que ousaram se banhar na cachoeira, é que bem ao longe, dá pra ouvir os gritos e as súplicas da Sinhá, desesperada, gritando por socorro. Dizem também que é possível escutar o escravo, que apesar de continuar desaparecido, parece continuar vivendo na mata próxima a cachoeira.
Pesadelos – Lendas Urbanas



Minha tataravó morreu em uma manhã cinza de inverno. Havia algum tempo ela vinha reclamando de dores no peito, mas o médico pouco pode fazer para ajudá-la. A medicina naquela época ainda era muito precária, as pessoas tinham que confiar somente no olho clinico do médico. Fizeram o velório ali em sua casa como era de costume e a enterraram antes do anoitecer.

Meu tataravô desolado voltou para sua casa, a morte levara sua parceira de tantos anos e agora ele seria um solitário já que os filhos eram adultos, casados e cada um tinha sua própria vida. Já era de noite quando ele estava na cozinha, iluminada somente por um lampião e algumas velas acesas na mesa de jantar, tentando fazer algo para comer no fogão a lenha quando escutou minha tataravó chorando no quarto e chamando seu nome. Era um choro misturado com gemidos de medo e quando ela chamava seu nome ela gritava “Emiro, me ajuda”, e mais choro. Ele ficou petrificado no lugar por alguns minutos até que criou coragem, pegou o lampião e foi andando de vagar até o quarto.

A medida que ele ia se aproximando do quarto o choro diminuía e quando ele chegou lá o choro parou completamente. Iluminou o quarto vazio e se assustou ao ver que a cama estava bagunçada, mas ele tinha certeza de que estava arrumada antes de ir para o enterro. Quando ele virou de costas para voltar a cozinha o choro começou de novo. Ele colocou a mão com o lampião para dentro quarto, mas pouco pode ver, pois a luz era muito fraca para iluminar todo o ambiente. Foi andando de vagar em direção a cama, passo a passo tentando ver algo. A primeira coisa que viu foram as pernas da minha tataravó, estavam cinza e se contorciam na cama. Meu tataravô teve vontade de iluminar o resto do corpo, mas o medo falou mais alto e ele saiu correndo em direção a cozinha e a voz chorosa que dizia “Emiro, me ajuda” foi silenciando até calar-se.

Ele saiu da casa e ficou na varando por horas, sentado em sua cadeira e fumando seu cachimbo. Nervoso e aterrorizado com os acontecimentos. Não tinha coragem de voltar para dentro da casa e tampouco podia ir para a casa de um dos filhos porque eles moravam longe. Acabou pegando no sono já em alta madrugada.

O pesadelo que se seguiu foi horrível. Minha tataravó estava viva dentro do caixão, arranhando a tampa tentando cavar uma saída enquanto suas unhas se desprendiam da carne e sua boca buscava o ar que ali já não existia mais. Pouco a pouco ela foi perdendo as forças até que seus olhos se arregalaram e seu corpo deixou de buscar oxigênio.

Ele acordou na varanda sufocando como se ele mesmo estivesse dentro do caixão. Desesperado, o pobre rolava no chão em busca do ar que aos poucos foi lhe voltando. Quando estava mais calmo e controlado decidiu ir até a casa de um de seus filhos e contar o ocorrido. Foi até a casa do meu tio-avô Ramiro que o acalmou dizendo que eram somente sonhos e que ele estava impressionado por causa de sua recente perda.

Não satisfeito, ele foi até o delegado da cidade e pediu a exumação do corpo que lhe foi automaticamente negada por não haver nenhuma razão convincente além de uma visão ou pesadelo como todos acreditavam.

Nos próximos dias ele teve o mesmo pesadelo e cada vez parecia ser mais real. E todos os dias ele voltava à delegacia para pedir a exumação do corpo que lhe foi negada até o dia em que chorando de desespero na frente do delegado, este lhe concedeu o pedido. Quando abriram o caixão todos gritaram de terror, tudo estava como meu tataravô tinha sonhado. A tampa do caixão arranhada, minha tataravó sem unhas, com a boca e os olhos escancarados.

O Orfanato - Filmes de Terror


O Orfanato - Filme de Terror

Titulo: O Orfanato
Titulo Original: El Orfanato

Gênero: Terror, Horror, Lugares Assombrados, Suspense e Filmes em Espanhol
Direção: J.A. Bayona
Produção: Mar Targarona, Joaquín Padro, Álvaro Agustín e Guillermo Del Toro
Escrito Por: Sergio G. Sánchez
Elenco Principal: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep e Geraldine Chaplin
Duração: 105
Website:

Sinopse:
Laura (Belén Rueda) convence seu marido a ajudá-la a reformar o orfanato onde ela cresceu e transformá-lo em uma casa para crianças deficientes. Depois de se mudarem para o local, seu filho Simon (Roger Príncep), começa a ter um comportamento bizarro e maléfico. Laura então começa a descobrir os segredos da casa escondidos no passado.

Comentário:
Esse filme é um outro exemplo de que não é necessário fazer uma superprodução hollywoodiana para se contar uma boa história de fantasmas. Eu já tinha assistido alguns filmes produzidos e/ou dirigidos em espanhol por Guillermo Del Toro como, A Espinha do Diabo e O Labirinto do Fauno bem como outros em inglês, Hellboy, Blade 2 entre tantos outros que me agradaram muito e com O Orfanato não foi diferente. Um suspense que se apóia somente em uma história bem escrita e contada de maneira elegante, sem sustos baratos ou sangue sendo derramado a cada cena para prender a atenção do espectador.

A atuação dos atores foi impecável. O visual do filme deslumbrante, mais uma vez o diretor acertou na escolha da casa e no ambiente criado para o enredo, fazendo uma mistura perfeita do passado e presente.
A Menina do Bueiro – Lendas Urbanas


Enquanto algumas garotas brincavam com seu corpo como se ela fosse uma boneca, Carmem pensava enquanto suas lagrimas escorriam pelo roto, “Por que elas fazem isso? Alguém me ajude”. Mas as impiedosas colegas de escola continuavam empurrando a menina e despejando palavrões vulgarizando sua pessoa.

“Sua CDF, é isso que você merece.” – gritava uma.

“Olha como ela é fraca, nem consegue se defender.” – gritou outra.

“Vamos jogar a esquisita naquele bueiro aberto, assim ela vai estar com seus familiares, ratos e baratas.” – disse uma delas com ar de perversidade apontando um bueiro aberto.

“Sim, lá é o seu lugar.” – disse a mais velha de todas cuspindo no rosto de Carmem.

Em meio a risadas e enquanto estava sendo puxada em direção ao bueiro, Carmem pensava, mas não conseguia entender por que era castigada por ser diferente. Ela era quieta, não tinha amigos, tirava notas excelentes e nunca criou confusão ou desrespeitou uma colega.

“Vai pro lixo sua idiota.” – foram as últimas palavras que escutou antes de ser atirada no bueiro.

As garotas davam suas gargalhadas diabólicas ainda gritando obscenidades a Carmem, esperando ela emergir do bueiro. Alguns minutos se passaram e a menina não aparecia, uma delas decidiu chamar a policia. Horas depois a policia retirou o cadáver de Carmem do esgoto, ela tinha batido a cabeça no concreto e quebrado o pescoço.

Alguns dias depois, na matéria principal do jornal quinzenal da escola lia-se “Carmem cai em bueiro e morre”. O assunto que desde o ocorrido era o mais comentado nas rodas da escola e o boato de que a menina teria sido jogada no bueiro era suspirado de ouvido a ouvido.

No dia seguinte da liberação do jornal, o autor da matéria, que era colega de Carmem e presenciou o assassinato, desapareceu. O mais estranho é que ele desapareceu durante a noite, além de morar no vigésimo andar não havia sinais que ele havia saído.

O tempo foi passando e algumas pessoas que contaram a história trágica e as assassinas foram desaparecendo uma por uma. A polícia investigou toda a escola e seus arredores, mas não achavam pistas dos desaparecidos. Até que um dia um dos policiais pesquisando na internet relatos da morte de Carmem, achou um blog de uma estudante que relatava com detalhes o acontecido, porém nesta versão ela dizia que Carmem foi assassinada por uma brincadeira maldosa das colegas.

E estudante era Liliane, ela foi interrogada e até acusada de estar desaparecendo com os outros colegas, mas a polícia não conseguiu provas contra ela. Em seu relato a polícia, ela disse que logo após Carmem morrer ela viu o espírito da garota sair flutuando do bueiro, mas não parecia mais ser a mesma. Seus olhos cheios de ódio e desejo de vingança, seu corpo agora deformado cheio de sangue e quando as assassinas foram embora, o espírito foi junto.

A história logo se espalhou, algumas pessoas riam de Liliane, outras acreditavam e tinham medo do fantasma de Carmem. Alguns alunos continuaram a desaparecer, um por dia e a única coisa que ligava uma morte com a outra era o fato deles ter contado sobre o assassinato como um acidente.

Uma mulher que morava em frente ao bueiro onde Carmem morreu chamou a prefeitura para investigar a peste que vinha de dentro desse bueiro. Pois o fedor insuportável que ele exalava estava mais forte a cada dia. Quando os trabalhadores abriram esse bueiro não acreditaram no que viram. Vários corpos de adolescentes mutilados e pelos corpos estava escrito, com o que a autópsia identificou sendo com as unhas, a frase “Mentirosos, eu não cai”.

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O Cemitério Maldito - Filmes de Terror





Titulo: O Cemitério Maldito
Titulo Original: Pet Sematary

Gênero: Terror, Horror, Lugares Assombrados, Histórias Sobrenaturais
Direção: Mary Lambert
Produção: Richard P. Rubinstein
Escrito Por: Stephen King
Elenco Principal: Dale Midkiff, Denise Crosby, Brad Greenquist, Miko Hughes, Blaze Berdahl e Susan Blommaert
Duração: 103 minutos
Website: N/A

Sinopse:
A família Creed muda-se para a casa de campo de seus sonhos, porém duas coisas incomodam os novos moradores, a estrada onde passam caminhões barulhentos e um cemitério de animais em um bosque atrás da casa. Quando o gato da família morre, Dr. Louis Creed's (Dale Midkiff) o enterra no cemitério e descobre que o cemitério ressuscita os mortos “com alguns problemas”.

Comentário:
O Cemitério Maldito é um clássico do terror e não pode ser deixado de fora da lista dos meus favoritos. Eu me lembro bem quando assisti a esse filme pela primeira vez, eu ainda era criança e fiquei aterrorizado por um bom tempo. O terror é do começo ao fim e o enredo da é de impressionar. Os finais dos filmes e livros do Stephen King são sempre surpreendentes e com O Cemitério Maldito não é diferente.

A única coisa ruim e que muitas pessoas, especialmente os mais jovem, vão estranhar são os efeitos toscos e a qualidade da maquiagem. Mas lembrem-se, esse filme foi gravado em 1989 e nessa época não existiam efeitos especiais ou maquiagem como hoje. Para a época, o filme foi feito com excelência.
Vamos brincar no céu? - Lenda Urbana



André era um garotinho de seis anos, muito ativo e alegre. Tinha vários amigos onde morava e todos gostavam dele. Certo dia sua mãe deu-lhe a noticia de que iriam mudar de cidade. Depois da mudança ele teve muita dificuldade em fazer amigos, pois eles se mudaram para uma casa remota, longe da cidade. Afundado em uma depressão ele se sente cada vez pior, deixando seus pais preocupados. Mas o tempo foi passando e ele foi se adaptando a sua nova realidade.

Um dia sua mãe o observava brincando sozinho no quintal da casa. Parecia feliz, mas estava conversando sozinho. E foi ao se encontro.

“Com quem você está conversando?”

“Com Marcel, meu amigo.”

“Quem é ele? Seu amigo imaginário?”

“Não mãe, ele é real, mas você não pode vê-lo. Ele me disse que mora no céu.”

Preocupada ela levou o menino ao psicólogo que não detectou nenhuma anormalidade em André e disse que talvez ele houvesse criado um amigo imaginário para lidar com sua solidão e que isso iria passar com o tempo.

Outra vez André brincava no quintal, estava no balanço conversando animadamente. Quando sua mãe apareceu se assustou e ficou em silêncio, para seu espanto um dos balanços que estavam vazios estava balançando como se alguém estivesse ali, mas pouco a pouco foi parando.

“Por que o susto filho?”

“Nada mãe, não te vi chegando.”

“O que você estava conversando com Marcel?”

“É um segredo muito legal, mas ele disse que eu não posso te contar.”

“Eu sou sua mãe, você tem que confiar em mim.” – disse ela abraçando seu filho.

“Ele me disse que vai me levar para brincar no céu com ele. Também falou que lá eu poderei voar.”

“Eu te proíbo de ir lá.” – disse a mãe com lagrimas nos olhos e com o coração apertado.

Duas semanas depois André preparava-se para dormir. Enquanto sua mãe o cobria ele disse:

“Mãe o Marcel voltou hoje e disse que amanhã eu vou ir para o céu brincar com ele.”

“Não, eu já te disse que não quero que você vá com ele.” – disse ela novamente sentindo um aperto no coração.

No outro dia, a mãe de André queria tirar ele dali com medo de que algo acontecesse, apesar de ser cética sentia um aperto no coração inexplicável. Foram até o parque de diversões da cidade onde o garoto pode distrair-se e brincar enquanto sua mãe tirava fotos.

“Mamãe!” – gritou André se mostrando em cima de um brinquedo.

Sua mãe bateu uma foto e o mandou sair de lá, pois ele poderia escorregar e cair. Ao olhar no visor de sua máquina digital se assustou ao ver uma sobra ao lado do menino. Ela escutou um grito e quando se virou, viu André caindo, batendo o corpo em cada parte do brinquedo até atingir o chão. André morreu a caminho do hospital.

Algum tempo depois, a mãe do menino com saudades entrou no quarto que desde a morte do filho estava fechado. Começou a olhar os papéis e ficou aterrorizada quando achou um desenho igual a foto que tinha batido segundos antes da morte de André, e no topo da folha a frase: “Vamos brincar no céu?”.
O Sexto Sentido - Filme de Terror




Titulo: O Sexto Sentido
Titulo Original: The Sixth Sense

Gênero: Terror, Horror, Fantasmas, Paranormais e Suspense
Direção: M. Night Shyamalan
Produção: Kathleen Kennedy, Frank Marshall e Barry Mendel
Escrito Por: M. Night Shyamalan
Elenco Principal: Bruce Willis, Haley Joel Osment, Toni Collette e Olivia Williams
Duração: 107 minutos
Website: N/A

Sinopse:
Depois de receber um premio por seu trabalho Dr. Malcolm Crowe (Bruce Willis) recebe a visita inesperada de um ex-paciente que está insatisfeito com o tratamento recebido. Depois disso ele começa a trabalhar com o pequeno Cole Sear (Haley Joel Osment), que aparentemente tem o mesmo problema que seu antigo paciente.

Comentário:
E se quando criança você visse coisas que ninguém vê? Claro que a primeira reação dos pais seria procurar ajuda de um psicólogo pensando que seu filho estava sofrendo de esquizofrenia. Uma das razões de eu gostar desse filme é o fato de que Shyamalan inconscientemente mostra os problemas enfrentados pelos paranormais que desenvolvem suas habilidades quando crianças.

O roteiro do filme for escrito com perfeição, cada acontecimento importante foi mostrado em seu devido momento, não dando a chance de o espectador adivinhar o final surpreendente. A fotografia do filme é magnífica e a sonografia não fica para traz. Apesar do desenrolar da história ser um pouco lento os diálogos e cenas foram bem montados fazendo com que platéia não fique monótona. As cenas de Terror são curtão, porém a agressividade dos fantasmas fazem com que sejam suficientes. A atuação foi perfeita, poucos foram os filmes em que eu gostei da atuação de todo o elenco. Bruce Willis como sempre fez um trabalho excelente, mas meu destaque fica com Haley Joel Osment que apesar da idade, mostra-se um excelente ator.
Emresa Assombrada - Parte 2



Se você ainda não leu a primeira parte da história, clique no link abaixo:
História de Terror – Empresa Assombrada – Parte 1

No dia seguinte Denis chegou meia hora mais cedo para poder conversar com o guarda do dia.

“Bom dia Arnaldo, como vai?”

“Bem e você? Como foi sua primeira noite de vigia aqui?”

“Muito estranha, não quero que pense que eu sou louco, mas creio que vi coisas que não posso explicar.”

“Olha pode parar, o outro vigia noturno começou com essas histórias até que um dia saiu correndo no meio da noite e não voltou mais para trabalhar. Ligou e pediu que lhe enviassem os documentos assinar pelos correios, imagina, ele nem aqui quis voltar.”

“Ele dizia que via o espírito do doutor Flávio assombrando o prédio.” – disse a faxineira que limpava o chão por perto.

“Quem era esse homem?” – perguntou Denis.

“Para de colocar caraminholas na cabeça do Denis dona Maria, espíritos não existem.”

“Doutor Flávio era um dos donos da empresa, junto com o Maurício. Ele se suicidou aqui mesmo, as pessoas dizem que era porque a mulher o estava traindo, mas ela negou tudo. Maurício então tomou conta dos negócios até o filho do doutor Flávio, o Rodrigo, se formar e vir trabalhar aqui. Agora os dois gerenciam a empresa. Mas me conta, o que foi que você viu?” – perguntou a faxineira curiosa ignorando o pedido de Arnaldo.

“Nada de importante, deve ter sido impressão minha.” – respondeu Denis olhando o rosto desapontado de dona Maria. “Quando foi esse suicídio?”

“Doze anos atrás. Eu mesma limpei a sala depois do corpo ser retirado, eu acho que nunca chorei tanto em minha vida. O doutor Flávio era um homem generoso, foi ele que me deu o emprego e todos gostavam dele. Ninguém imaginava que um dia ele poderia fazer isso.” – disse Maria.

“Olha aqui a foto dos empregados na festa de natal do ano anterior ao suicídio. Esse era o Flávio, esse o Maurício e esse bonitão aqui sou eu.” Disse Arnaldo apontando uma foto.

Denis começou a tremer, observava a foto com terror, não somente tinha confirmado de que teria visto um fantasma, mas agora sabia da verdade sobre a terrível morte de doutor Flávio.

“Que isso Denis, parece que viu fantasma? Olha ai dona Maria, o homem esta pálido que nem papel.”

“Impressão sua e acho que já esta na hora de vocês irem.” – Respondeu Denis seriamente.

Ele sentou em sua cadeira a observar os monitores, porém sua mente estava longe, imaginando o que faria se o fantasma aparecesse de novo. E se conseguisse provas de que Maurício tinha assassinado Flávio. Iria limpar a imagem suja daquela família que a tantos anos vinha sofrendo com aquela mentira.

Denis decide ligar o rádio que até agora estava desligado por medo. Se o fantasma do doutor Flávio queria ajuda talvez se comunicasse novamente pelo aparelho.

Quando chegou a hora da primeira ronda, o vigia sentiu medo, estava aterrorizado com o fato de que poderia novamente ver o espírito do homem na janela, ainda mais com aquela ferida sangrenta na cabeça. Depois de bater o ponto confirmando sua ronda voltou-se para o prédio e para sua surpresa estava vazio. Ele sentiu um alívio, mas também ficou desapontado. “Será que me mostrei muito medroso e afugentei o espírito que precisava de ajuda?” perguntou a si.

Tentando tirar tudo da cabeça ele voltou ao seu posto. Sentou-se na cadeira e se serviu um pouco de café. Sentia-se feliz por não ter visto nenhuma assombração, talvez agora sua vida voltasse ao normal.

“Denis...” – disse uma voz masculina sussurrando bem perto de sua orelha.

O vigia saltou da cadeira deixando o café derramar em sua camisa. O medo era tanto que ele nem sentiu o café queimando sua pele. Ele olhou em volta, porém ali não havia ninguém. Os monitores e o rádio saíram do ar e somente o som e a imagem da estática apareciam. Alguns papeis que estavam por ali voaram de um lado para outro, uma sombra grande andava em sua direção.

“Me deixa em paz, eu não fiz nada para você.” – gritou Denis desesperado.

“Denis...” – repetia a voz no rádio.

Ele então correu para a porta tentando escapar do pandemônio que se formara ao seu redor. A porta que certamente não estava trancada era mantida fechada por uma força invisível. Tudo então se acalmou, Denis olhou ao redor e apesar da bagunça formada ali não via nada sobrenatural.

“Seis direita, quarenta e nove esquerda, quarenta e sete esquerda, trinta direita, nove direita.” – dizia a voz no rádio.

Denis olhou para os monitores e todos mostravam a sala de Maurício onde havia um cofre perto de sua mesa.

“Seis direita, quarenta e nove esquerda, quarenta e sete esquerda, trinta direita, nove direita.” – repetia a voz destorcida rádio.

Depois de ter anotado os números que possivelmente eram a combinação daquele cofre, ele se colocou a pensar nos riscos. O que teria naquele cofre de tão importante que um fantasma queria? O que faria se encontrasse algo?

Em um impulso levantou-se, foi até o cofre e o abriu com aquela combinação. Sentiu um calafrio e uma brisa leve passando por ele e uma das pastas que estavam dentro do cofre caiu no chão. Na capa da pasta estava escrito “Contabilidade Confidencial”. Voltando-se para a porta se assustou ao ver que o fantasma do doutor Flávio estava ali. Dando as costas o espírito saiu da sala, Denis correu a traz dele e o foi seguindo até que desapareceu na porta de um dos escritórios. O escritório era de Rodrigo, filho de Flávio. Ele entrou e decidiu que seria melhor deixar a pasta em cima de sua mesa, assim ele não teria que envolver-se quando a polícia chegasse.

No dia seguinte, Rodrigo chamou a polícia depois de analisar os papeis que comprovavam que Maurício havia roubado seu pai por anos e anos. Os policiais, agora sabendo a verdade sobre seus negócios ocultos ficaram desconfiados do suicídio de Flávio. Após horas de interrogatório e muita pressão conseguiram a confissão do assassinato.

De noite, durante sua primeira ronda depois de ter ajudado o fantasma Denis não sabia o que esperar. Quando olhou para o prédio viu o espírito novamente, este lhe acenou adeus, uma luz forte iluminou o lugar e foi diminuindo até se apagar. Denis entendeu que o espírito atormentado de doutor Flávio finalmente tinha encontrado a paz.

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Quando Denis recebeu o telefonema da empresa de contabilidade onde tinha se candidatado à vaga de vigia noturno gritou de felicidade, após vários meses desempregado era tudo o que ele precisava.

No dia seguinte às sete da noite ele já estava em seu posto, seu turno era de doze horas que não seriam tão monótonas, pois tinha trazido um radio a pilha para escutar enquanto vigiava os monitores das câmeras de segurança.

“Aqui é a sala de monitores, você passa quase toda a noite sentado e olhando os monitores das salas. O quadro de chaves da empresa esta do lado da porta no caso de você precisar abrir alguma, todas tem etiqueta. A cada três horas faça uma ronda no pátio ao redor do muro para checar se esta tudo nos conformes. Na esquina do muro na parte de traz tem um relógio que você tem que bater ponto, só assim sabemos que você realmente fez a ronda.” – disse o vigia do dia explicando as regras do serviço.

Denis sentou-se na cadeira, ligou seu radio e fixou o olhar nos monitores. Algumas horas depois já com os olhos ardendo olhou para o relógio e realizou que já tinha passado alguns minutos do horário da ronda. Pegou sua lanterna e foi para o pátio e começou a andar ao redor do lugar, em um momento ele olhou para o prédio e viu o que parecia ser a silhueta de um homem no segundo andar olhando para ele.

“Quem está ai?” – gritou Denis correndo em direção ao prédio.

Ele correu para a sala de monitores e observando-os viu que não tinha ninguém em nenhum lugar do prédio. Seria sua mente pregando uma peça? Sentiu medo e solidão, estava de noite e não havia ninguém por perto e ele tinha certeza que viu alguém na janela então decidiu ir até o segundo andar para averiguar.

Quando ele saiu do elevador acendeu todas as luzes que pôde e começou a andar pelo lugar. A principio não ouviu nem viu nada. Continuou andando e notou que estava se aproximando da sala onde teria visto a pessoa, sacou a pistola por precaução, tentou abrir a porta, mas esta estava trancada. Pegou o molho de chaves quando escutou um barulho, a porta tinha aberto. Seu sangue gelou, mas ele foi em frente e entrou devagar, o rangido da porta fez seu corpo arrepiar de medo. Ele entrou na sala que estava vazia e escura, procurou o interruptor para ascender à luz, porém não encontrou.

Ele continuou andando na sala procurando algum vestígio da pessoa que vira alguns momentos atrás. Sem sucesso em sua busca ele ficou mais tranqüilo, pois tinha medo de ter problemas já no primeiro dia. Chegou perto da janela e olhou para o pátio vazio, novamente sentiu medo por estar só. Escutou um barulho de papel e quando se virou viu alguns papeis voando de uma das mesas.

“Deve ser o vento.” – pensou ele enquanto seu subconsciente lhe avisava de que não havia janelas abertas e não havia nenhuma corrente de ar. “Deve ser o vento.” – repetiu em voz alta.

Depois de voltar à sala de monitores, Denis colocou um pouco de café em sua xícara, aumentou o volume do rádio e voltou-se para os monitores, tudo calmo como era de se esperar.

“Desgraçado...” – gritou uma voz masculina no rádio com uma mistura de estática em meio a música fazendo o vigia saltar da cadeira.

A música continuou por alguns segundos.

“Você vai morrer e ninguém saberá.” – disse uma segunda voz.

A música continuou por mais alguns segundos e um som de disparo fez com que ele saltasse da cadeira outra vez. A música seguiu como se nada tivesse acontecido.

Já era uma hora da manhã e hora da próxima ronda. Denis não tirava as vozes que tinha ouvido no rádio da cabeça. Tentava enganar-se dizendo que tudo era fruto de sua imaginação, mas no fundo sabia que as vozes tinham sido reais. Com medo saiu para a ronda.

Depois de bater o ponto no relógio do muro voltou-se para o prédio e novamente viu a sombra no segundo andar. Desta vez não perguntou nada, ficou olhando a sombra e imaginando se alguma coisa estava criando aquela sombra, mas mal terminou de pensar e as luzes do prédio foram acendendo, sala por sala até que a sala onde a sombra estava se iluminou. Denis deu um grito de terror. A visão era terrível, um homem de terno cinza e camisa branca, com um furo na testa sangrando. O sangue escorria por seu rosto e molhava sua camisa. Andando para trás o vigia tropeçou no concreto que separava o asfalto da grama e caiu no chão, ao olhar novamente para o prédio se assustou vendo que estava novamente vazio e escuro.

Ele voltou ao seu posto e começou a observar o monitor da sala do segundo andar onde estava o suposto fantasma, mas a sala se encontra vazia. De repente a imagem desaparece e um sinal de estática toma conta da tela, em seguida uma nova imagem aparece, porém desta vez a imagem não é como a que vira antes.

Os móveis eram diferentes, mais antigos. Denis vê um homem abrindo um cofre e retirando uma pasta cheia de papeis, ele tinha certeza que este homem era o que vira na janela. O homem senta em uma das mesas e começa a ler os documentos. Um tempo depois outro homem entra na sala, pelos gestos que faziam dava para notar que estavam discutindo. O primeiro homem saca um revolver do bolso, a música do rádio novamente era interrompida e Denis escutou “Desgraçado”, que parecia ter sido dita pelo homem com a arma. O segundo homem da um salto para cima do primeiro e eles começam a lutar, depois de um tempo lutando o primeiro é desarmado. O segundo homem aponta a arma para seu oponente. Denis escuta “Você vai morrer e ninguém saberá” vindo do rádio e em seguida um disparo. Na tela, o atirador limpa a arma, a joga perto do corpo e sai da sala. O monitor volta a mostrar uma sala vazia e escura.

Continua...

Continuação prevista para o dia primeiro de Agosto.

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Insidious Filme Sobrenatural Poster

Titulo: Sobrenatural
Titulo Original: Insidious

Gênero: Terror, Horror, Lugares Assombrados, Histórias Satânicas, Espíritos
Direção: James Wan
Produção: Jason Blum, Jeanette Brill, Oren Peli, Steven Schneider, Aaron Sims
Escrito Por: Leigh Whannell
Elenco Principal: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey, Andrew Astor e Leigh Whannell
Duração: 100 minutos
Website: "rel="nofollow">http://www.sobrenaturalofilme.com.br


Sinopse:
Depois de se mudarem para uma casa nova, Josh (Patrick Wilson) e sua esposa Renai (Rose Byrne) se vêem diante de uma situação terrível, seu filho Dalton (Ty Simpkins) entra em um estado parecido ao coma, porém os médicos não conseguem diagnosticar o problema físico da criança. Desde então Renai começa a ver misteriosas aparições. Pensado que eles haviam se mudado para uma casa mal assombrada o casal decide se mudar para outra casa com Dalton e seus outros dois filhos. As visões de Renai não param mesmo depois da mudança e logo eles descobrem a terrível verdade sobre o estado de Dalton e que a jornada para proteger e curar o menino esta apenas começando.

Comentário:
Pelo website oficial, este filme de terror será lançado nos cinemas brasileiros dia 21 de abril de 2011. Eu recomendo altamente vocês irem conferir. A classificação aqui nos Estados Unidos é de 13 anos, por não conter violência ou cenas sensuais.

A primeira coisa que me chamou atenção sobre o filme foi o diretor, James Wan, também diretor do primeiro filme da série “Jogos Mortais” (o melhor da série em minha opinião) e de Gritos Mortais. James Wan sempre consegue criar o ambiente sombrio que deixa o expectador incomodado e inquieto durante o filme. A segunda foi uma frase que eu escutei durante o trailer do “Não é a casa que está assombrada, é seu filho”. Histórias com casas mal-assombradas são ótimas, mas tenho como tema favorito “pessoas assombradas”, pois se você se muda para uma casa mal-assombrada a solução é simples, mude-se novamente. Se a pessoa é assombrada ela não se verá livre até identificar e eliminar o problema.

Parte do Filme Sobrenatural

A história é bem inovadora, note que é muito difícil para um escritor usar elementos novos porque não há muito que se possa utilizar quando contando uma história de terror, mesmo que lembre outras histórias de outros filmes de terror, de alguma maneira essa se sobressai.

O filme é bem escuro dando um ar mais sombrio as cenas e assim como em “">Gritos Mortais, os efeitos sonoros contribuem fortemente nas cenas que te fazem saltar da cadeira (e as mulheres gritarem). A história começa lenta e vai inserindo a tensão na cabeça do expectador pouco a pouco com objetos movendo, portas abrindo e fechando, sussurros, etc, quando a tensão já esta criada, as melhores partes começam. A atuação poderia ter sido melhor, porém com a verba baixa do filme seria difícil de conseguir atores excelentes.
A árvore das almas - Lenda Urbana


Lendas Urbanas


Arvore Assombrada

Essa é uma Lenda Urbana muito antiga, perdida no tempo que uma senhora me contou quando eu era pequeno, espero que gostem.

Por volta de 1845 em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, havia essa Lenda Urbana sobre a árvore das almas. Tal árvore ficava em um bosque atrás da cidade, ela era enorme e oca. Tinha uma passagem imensa onde as pessoas podiam entrar dentro.

Nessa época acreditava-se que a árvore era abrigo para centenas de almas de mulheres as quais a origem é desconhecida. Acreditava-se também que elas eram as guardiãs da cidade, mantinham os maus espíritos longe e ajudavam a cidade a prosperar. Uma vez por ano, na sexta-feira santa a meia noite, elas saiam da árvore para uma procissão pela cidade. Caminhavam por todas as ruas da cidade, cada uma com sua vela na mão dando sua benção. Os moradores por sua vez, em respeito às mulheres deveriam ficar dentro de casa, com as janelas e cortinas fechadas até que a procissão terminasse.

Em uma dessas procissões, uma garota da cidade resolveu olhar pela janela. Ela ficou maravilhada, centenas de mulheres vestidas de branco, com uma vela grande na mão, recitando algo que não se podia ouvir. Ela notou que as mulheres não eram seres comuns, pois seus corpos eram meio transparentes e luminosos.

Maravilhada com o que vira, ela abriu sua janela, saltou e foi seguindo as mulheres. Quando a procissão terminou as mulheres voltaram para o bosque. A garota hesitou um pouco em segui-las, mas pensou, se já foi tão longe era melhor ir até a árvore.

De longe e atrás de alguns arbustos ela avistou a árvore e as mulheres foram entrando dentro e desaparecendo. A última mulher da fila parou antes de entrar, virou-se para a garota e olhou-a nos olhos e começou a andar em sua direção. A garota por alguma razão não sentiu medo e esperou o fantasma se aproximar. A mulher lhe estendeu a vela.

“Um presente por sua coragem.” – disse a fantasma sorrindo.

“Obrigado.” – respondeu a garota sem reação.

A mulher voltou para a árvore, antes de entrar olhou a garota novamente e desapareceu. Quando a garota olhou de novo para a vela, esta tinha se transformado em um fêmur. Assustada ela correu para casa e contou a seus pais o que havia ocorrido.

Os pais muito preocupados a mandaram de volta ao bosque e disseram que ela deveria enterrar o fêmur de baixo da árvore, pois eles não queriam um osso humano em casa. A menina foi vista pela última vez entrando no bosque. Suas pegadas podiam ser vistas até a árvore, mas ali ela não estava.

Diz a lenda que a garota pode ser vista durante a procissão, ela vai levando sua vela.


O Mistério das Duas Irmãs - Filme de Terror


O Mistério das Duas Irmãs, Filmes de Terror

Titulo: O Mistério das Duas Irmãs
Titulo Original: The Uninvited

Gênero: Terror, Horror, Suspense, Histórias Sobrenaturais
Direção: The Guard Brothers
Produção: Michael Grillo, Ivan Reitman, Tom Pollock, Walter F. Parkes, Laurie MacDonald e Riyoko Tanaka
Escrito Por: Filmagem Original: Kim Jee-Woon. Esta Filmagem: Craig Rosenberg, Doug Miro e Carlo Bernard
Elenco Principal: Emily Browning, Arielle Kebbel, Elizabeth Banks, David Strathairn e Maya Massar
Duração: 87 Minutos
Website: http://www.uninvitedmovie.com/

Sinopse oficial
Baseado no filme de terror coreano, “Changhwa, Hongryon”, “O Mistério das Duas Irmãs” conta a história de Anna (Emily Browning), que retorna para sua casa depois de passar um tempo no hospital após a trágica morte de sua mãe.

Sua recuperação sofre um regresso quando ela descobre que seu pai (David Strathairn) esta noivo de Rachel (Elizabeth Banks), ex-enfermeira de sua mãe. Naquela noite, Anna é visitada pelo fantasma de sua mãe, que a avisa das verdadeiras intenções de Rachel.

Juntas, Anna e sua irmã (Arielle Kebbel) tentam convencer seu pai que sua noiva não é a pessoa que ela finge ser, e o que deveria ser uma reunião de família feliz se tranforma em uma batalha letal entre enteadas e sua madrasta.


Comentário: Outra regravação americana de filmes asiáticos. Desculpem-me os amantes de dos filmes orientais, mas eu sempre acabo indicando as versões regravadas, pois acabo me envolvendo com melhores efeitos gráficos e sonoros e especialmente a maneira mais linear que nós do ocidente gostamos de contar as histórias.

A história do filme é muito bem contada e me segurou na poltrona até os créditos começarem a rolar na tela. O personagem de Emily Browning, Anna, é muito carismático e envolvente fazendo com que o espectador prenda a atenção nos fatos que se passaram e no desenrolar do filme. A atuação foi impecável, Browning e Kebbel fazem um ótimo trabalho. O efeito sonoro em um filme de terror é um dos fatores mais importantes, pois sem eles o filme fica sem graça e sem forma. Imaginem uma cena onde uma porta bate repentinamente, mas não há barulho, provavelmente ninguém irá se assustar. Em “O Mistério das Duas Irmãs” os efeitos sonoros foram colocados perfeitamente em cada cena, cada movimento e em cada conversação, criando uma atmosfera de suspense e de desconforto para o espectador. O que mais me chamou a atenção no filme foi o lado do mistério, assistindo o filme pela segunda vez notei vários elementos que davam pequenas pistas do que realmente estava acontecendo dentro da história que parece obvia. Quando você assistir procure observar os detalhes como objetos corriqueiros, conversas e até mesmo gestos e talvez você desvende o “O Mistério das Duas Irmãs”.

Se você esta a procura de um filme de terror para assistir, “O Mistério das Duas Irmãs” é uma boa pedida.
Telefone dos Mortos - Lendas de Terror


Janaina estava passando os números de telefone dos seus amigos da agenda velha para uma nova quando viu o número de Patrícia, uma amiga falecida alguns meses em um acidente de carro quando voltava de uma festa com seu namorado Pedro que até hoje estava em coma. O acidente foi causado por um motorista bêbado em alta velocidade e Patrícia morreu no local.

Janaina sentiu um frio da espinha e uma tristeza repentina, pensou em ligar para o número e talvez escutar a voz de sua amiga em uma gravação se o telefone ainda estivesse ativado. Hesitou por um instante, pois não sabia qual seria sua reação ao escutar a voz da amiga, mas pegou o telefone discou o número. Escutou o telefone chamando duas vezes e fez menção de desligar, pois se sentia boba fazendo aquilo, porém alguém atendeu.

“Alo.”

“Oi Janaina.” – respondeu a pessoa do outro lado da linha.

“Quem esta falando?”

“Quem poderia ser? É a Patrícia.”

“É impossível.”

“Como assim? Você ligou para o meu número, quem você esperava que atendesse?”

Aterrorizada e sem saber o que fazer Janaina continuou a conversa, que foi curta, pois ela estava com muito medo. Nos próximos dois meses ela continuou ligando para o número que sempre era atendido pela amiga já morta, conversava rapidamente e desligava. Pedro havia saído do coma, porém ainda se encontrava no hospital se recuperando das fraturas.

Um dia Janaina decidiu que iria ligar e perguntar sobre o acidente e se ela se lembrava de algo. Ela ligou e as duas conversaram por período curto e Patrícia começou a fazer perguntas sobre seu namorado.

“Janaina, você tem alguma noticia do Pedro? Por que ele não me liga? Ele me prometeu estar do meu lado não importa o que acontecesse. Ele desapareceu e não me liga, tenho me sentindo tão sozinha.” – perguntou Patrícia com voz de choro.

Janaina estava paralisada, não sabia o que dizer ou qual seria a melhor resposta e falou a primeira coisa que lhe veio à mente.

“Porque... porque você morreu no acidente de carro.” – respondeu ela com calafrios.

A última coisa que ela escutou foi o grito de terror de sua amiga e o sinal de ocupado logo em seguida. Rapidamente ela re-discou o número de Patrícia, porém dessa vez a voz do outro lado da linha disse:

“Este número é inexistente.”
Vulto no corredor - Vídeo de Terror




Vídeo muito interessante, vale a pena assistir.